Nosso governo não cuida bem das próprias contas, ele gasta mais do que arrecada
A cada ano estamos aumentando a dívida interna, com déficit primário de 257 bilhões gastos a mais do que arrecadação, no acumulado dos últimos 12 meses.
É comum vermos notícias de déficit nominal de 1,1 trilhão de reais, o que faz com que o governo tenha que pegar mais dinheiro/recursos para se sustentar, porém através de empréstimos.
Isso não é bem-vindo, pois já temos uma carga tributária que equivale a mais de 30% do PIB do país, e o governo joga parte desse dinheiro no lixo só para pagar juros da dívida, que nos últimos 12 meses chegaram a R$ 870 bilhões, segundo dados acumulados até julho de 2024.
Acontece que o risco fiscal do nosso país é muito alto porque a ideia de taxar mais para arrecadar mais dinheiro, ao invés de diminuir os gastos da máquina pública é extremamente incorreta.
Não gera incentivo de investimento estrangeiro e também do investimento interno, os empresários não vão injetar dinheiro na economia e em seus negócios, sabendo que os juros estão altos para cobrir o gasto do governo.
E todos sabemos que esse rombo nas contas públicas, vai gerar cada vez mais impostos e aumento da carga tributária. Logo a economia fica emperrada com ricos saindo do país, empresas fechando (custo Brasil – falta de competitividade), menos produção, menos ganhos e cada vez menos vão pagar tributos.
Assim temos menos contratações e mais desempregados (menos gente para pagar INSS que é um sistema fadado a falência) e sem consumo pelo aumento dos alimentos e da cesta básica (uma verdadeira bola de neve).
A medida que a taxa Selic diminui, enquanto o dólar tem taxas que dão rendimentos atrativos nos USA, então os investidores tiram dinheiro daqui e colocam lá.
Dívida pública e o risco fiscal do Brasil
Aí você tem que subir de novo a Selic acima de 10%, não com o intuito principal de controle da inflação ao retirar dinheiro da economia e deixar rendendo, mas sim apenas para manter os elevados gastos do governo.
O governo pega mais dinheiro emprestado por meio da dívida pública e paga altas taxas de juros para atrair mais recursos e fechar as contas, mas isso não resolve o déficit do governo. Você só está enxugando gelo e, mais para frente, a conta vai chegar para todos nós pagarmos.
Inclusive já estamos sentindo o preço da nossa insegurança jurídica da má gestão dos gastos públicos no bolso de cada brasileiro, já que pela incerteza que existe na economia brasileira o Dólar valorizou muito comparado ao real.
Dessa forma, acaba influenciando a economia a aumentar a inflação sobre os produtos do supermercado porque todos os insumos agrícolas e commodities são dolarizados.
Como a dívida pública afeta a inflação e o poder de compra
Também aumenta a inflação dos medicamentos, da tarifa de energia elétrica e os bancos elevam suas taxas. Fica mais difícil para qualquer pessoa comprar algo porque não tem poder de compra (dinheiro muito desvalorizado – entenda que sua renda não acompanha a inflação) diminuindo o consumo novamente.
Ou seja, você acaba por ter cada vez mais inflação, menos vendas e logo as empresas pagam menos impostos e o governo não consegue arrecadar mais com impostos por causa do aumento da taxa de juros.
E em troca desse descontrole das contas do governo, você terá que trabalhar 4 meses só para pagar impostos, com uma inflação altíssima que não te permite ter poder de compra para nada, para receber muito pouco de volta.
O governo vai diminuir gastos sempre pelo caminho mais fácil, que é cortar recursos da sua previdência social, seu reajuste salarial pelo dissídio menor a cada ano, da educação, saúde e saneamento básico que são mais fáceis de manipular o dinheiro.
E continuam a não impactar em nada em despesas faraônicas, como dos próprios salários deles e da previdência. Temos 25 mil servidores públicos que recebem aposentadoria acima do teto da constituição, além de 1 milhão de aposentados do setor público que custam o equivalente a 25 milhões do setor privado, deixando escancarado a má distribuição de renda no país.
Então em vez de mexer nisso que consome 1,5% do PIB, entre outros gastos, que acumulados chegam num total alarmante da dívida pública equivaler a quase 80% de todo o PIB nacional.
O custo dos gastos públicos para a população
Eles vão preferir sempre retirar o que já quase não se destina nada, piorando a educação da população e afundando de vez quem já não tem vida financeira estável, como os endividados tornando a população cada vez mais pobre.
Esse é um erro sistemático que existe em nosso país, que se retroalimenta onde o rombo do governo vai ser cada vez maior para taxar cada vez mais, destruir ainda mais a competitividade de nossas empresas.
Isso acontece em todos os países falidos (sem crescimento econômico) e nunca essa conta vai fechar, onde no final tudo acaba como na frase célebre do Cazuza:
- “O Brasil é um museu de grandes novidades” ou melhor dizendo: “Aqueles que não aprendem com a história estão condenados a sofrê-la novamente”.
Por isso acontece de você pagar IPVA mas tem que pagar pedágio para ter estrada boa, paga para ter hospitais mas tem que contratar plano de saúde senão você morre na fila do SUS, paga imposto para ter segurança mas tem que morar num condomínio fechado para ter mais segurança.
Quando você deixa de pagar o aluguel, a conta de luz ou de água você será humilhado pelo Estado, mas agora quando você precisar dele o retorno que terá será zero ou se tiver algum retorno será muito demorado.
Então não existe almoço grátis e todos se ferram por pagar muitos impostos em um país muito corrupto e com ineficiência total como o Brasil.
Como está a saúde financeira da população?
A saúde financeira de um país é medida pela quantidade de pessoas que estão na classe média. Ou seja, a riqueza de um país não é medida pelo número de ricos nem pela quantidade de pobres, não é medida pelos extremos.
A riqueza de um país é medida pelo meio, quanto maior a porcentagem da população que vive na camada do meio, melhor o país, mais saudável ele é.
Quando tem muitos ricos e pobres isso é péssimo, mas quando a maior parte das pessoas vive na classe média estamos falando de uma população com acesso a escolas boas, casas, carros, são as pessoas que consomem no país.
Então quanto maior a classe média, melhor é o país, mais evoluído ele é. Se você pegar um país de primeiro mundo, como a Espanha, você verá que a diferença entre um salário mínimo e os salários mais altos, é relativamente baixo. No caso da Espanha a média de salário é 2 mil euros, enquanto um salário dos mais ricos está de 4 a 5 mil euros.
A classe média está desaparecendo no Brasil
Quanto pior o país, você vê que a diferença entre o salário mínimo e os salários mais altos é absurdamente gigante. Isso significa que o distanciamento é muito grande.
Quando a camada da classe média é a maior parte da população, mais saudável e mais justo é o país. No Brasil está acontecendo um fenômeno de forma acelerada que é: a classe média está morrendo, está diminuindo.
Ou a pessoa vai para a classe B e A, vai para cima, ou a pessoa vai ser puxada para baixo, se tornar mais pobre. Acontece que num país com taxas de juros tão altas como o Brasil, as pessoas da clase média tem um padrão de vida cada vez mais achatado.
As famílias que hoje ganham 25 mil reais, são as mesmas famílias que a 7 anos atrás ganhavam 15 mil reais, 12 mil e já era o suficiente. As coisas que as famílias fazem agora com 25 mil por mês, a 7 anos atrás com 12 mil já dava para fazer.
Essas famílias tinham uma condição boa, não eram ricas mas podiam viver numa casa boa, colocar os filhos numa escola decente. Hoje as mesmas coisas você não consegue fazer com 20 mil, 25 mil reais.
Cada vez tem mais pessoas que ganham a mesma coisa ou até mais dinheiro que antigamente, mas que tem um poder de compra cada vez menor. Então se as pessoas que antes eram de classe média alta estão sendo empurradas para baixo.
As pessoas de classe média média estão também sendo empurradas para a classe média baixa, e as de classe média baixa empurradas para a pobreza, e assim por diante.
A nossa classe média está sendo achatada. E como as pessoas ficam ricas nessa situação?
Se o ambiente econômico é ruim, o que eu posso fazer?
Há uma notícia boa nessa situação: A economia do país é diferente da sua economia pessoal. De fato, para a maior parte das pessoas ela parece igual, pois como eles não tem educação financeira, a forma com a qual eles lidam com o dinheiro é a mesma forma que a economia está indo.
Para a maioria, se a economia está indo bem, eles vão bem. Se a economia está indo mal, eles vão mal. Mas entenda que tratam-se de duas coisas extremamente diferentes.
Quando a taxa de juros é muito alta, como agora em 14% (Agosto 2026), isso é péssimo para tudo: péssimo para a economia, para fazer investimentos na empresa, péssimo para as famílias etc. Mas ela é maravilhosa para quem tem dinheiro porque o Brasil tem a renda fixa com a maior taxa real de retorno do mundo atualmente.
Hoje temos rentabilidade real na renda fixa brasileira de 8%, 9% o que é extremamente alta. Portanto, as pessoas que fazem o mínimo, não precisa ser um gênio, basta fazer o mínimo de viver no padrão de vida certo conforme o que eles ganham, e conseguem guardar dinheiro, você começa a receber juros reais muito altos sobre esse dinheiro.
Como proteger seu dinheiro em uma economia de juros altos
Quem guarda dinheiro vive num cenário muito positivo no Brasil porque você não controla a macroeconomia, mas pode aprender a administrar sua própria economia e construir patrimônio.
Basta imaginar duas famílias que vivem com as mesmas condições: Os dois tem a mesma renda, só que uma família todo mês gasta tudo o que ganha, essa família tem gastos crescentes, cujos ganhos não acompanham e todos os anos ela tem um poder de compra cada vez menor.
A outra família ganha a mesma coisa, mas vive num padrão de vida mais baixo e guarda parte desse dinheiro. Com os juros compostos que ela recebe todo mês, o patrimônio da família aumenta ao longo dos meses e anos.
Veja que ambos ganham igual mas um fica cada vez mais pobre, enquanto o outro fica cada vez mais rico. Uma economia desequilibrada com uma taxa de juros cada vez mais alta torna a distância muito grande entre pobres e ricos.
Portanto, se tem uma época que você precisa administrar corretamente o seu dinheiro é agora. E as pessoas que administram bem o dinheiro eles prosperam muito nesse cenário de juros altos, e as pessoas que administram mal, que é 90% das famílias, eles sofrem muito nessa época.
Vocês entendem a diferença? Numa economia ruim a educação financeira destaca-se cada vez mais. Numa economia estável, numa economia boa, você não se destaca muito ao guardar dinheiro.
Nos Estados Unidos você não vai ter um grande retorno se você guardar dinheiro nos títulos do tesouro americano, pois as taxas de juros deles é 4% a 4,5% a.a. Nesses países você não vai se destacar guardando dinheiro.
Nos Estados Unidos você precisa empreender ou investir em empresas. Agora no Brasil você não precisa produzir nada, basta ser uma pessoa que guarda dinheiro, que não torra tudo o que ganha todo mês, que você já vai se destacar.
Isso não é bom olhando para o país, mas olhando individualmente para cada pessoa, isso faz toda a diferença. É por isso que temos que olhar a macroeconomia e a microeconomia, olhar a saúde financeira de cada um de nós.
Quando falo de microeconomia, é exatamente a diferença entre a educação de cada um de nós.
Vivendo nessa realidade econômica instável você tem que mudar sua vida financeira o quanto antes, eliminar suas dívidas e começar a investir porque tudo que você esperar de mudanças vindas de fora tende a piorar como dito acima, você deve priorizar você e sua família.
Como construir sua liberdade financeira
A proteção não depende de esperar o ambiente econômico melhorar, mas de construir um plano para sua liberdade financeira. Trata-se de uma estrutura financeira própria para não se preocupar com o futuro, não se preocupar com contas, não trabalhar por obrigação, não depender do governo e do INSS e um dia poder viver de renda passiva.
Sem um plano muitas vezes você está trabalhando duro, sacrificando os melhores anos da sua vida (escolhas) a troco do que? A troco de pagar contas, de sobreviver porque se você não tem um plano definido você tem o plano de não fazer nada, o plano da música “deixa a vida me levar”.
Entende como é muito importante ter um plano bem definido para conseguir a sua liberdade financeira? Ela não vai vir por acaso, não vai vir porque você é uma pessoa boa, porque é esforçado, porque é trabalhador, porque o mundo é justo ou injusto, mas vai vir porque você tem um plano bem definido para a sua vida.
Então se você não tem plano nenhum, e infelizmente quando se trata de Brasil, a sorte nunca vai estar ao seu favor quando se trata de liberdade financeira:
Você até pode ganhar algumas batalhas e ter um pouco de sorte, mas a questão financeira de ficar tranquilo e ter liberdade, você vai perder igual 99% das pessoas perde.
A única forma de mudar essa realidade é você aprender sobre educação financeira, e colocar esse conhecimento em prática na sua vida com um plano bem definido.


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