Banco não é lugar para investir dinheiro
O banco faz um monte de coisa então o que ele te apresentar é tudo mais ou menos, não tem nada decente e muitas vezes equivalem a rasgar dinheiro.
Você precisa sim investir nos lugares corretos e com o mínimo de esforço para começar a estudar sobre educação financeira, entendendo do mercado você evita cair nessa armadilha.
Bancos físicos ou tradicionais do Brasil querem vender os produtos deles, não os de outras empresas como Tesouro Direto, Fundos Imobiliários e Ações que eles não ganham nada.
Por isso te oferecem péssimos produtos bancários do interesse deles próprios, apenas te cegando de investimentos melhores disponíveis em bancos digitais e corretoras.
No mercado financeiro ninguém quer te dar dinheiro, todos querem seu dinheiro. Seja para pegar todo seu dinheiro e aplicar em investimentos ruins, seja para te encher de dívidas para pagar juros aos bancos.
Os produtos bancários que podem fazer você perder dinheiro
Entre os exemplos, podemos citar o título de capitalização, previdência privada, seguros, COE e poupança são péssimos investimentos. Isso sem contar você pagar a cesta de tarifas, entre várias outras porcarias que eles te oferecem.
Além de render menos do que a inflação, você está pagando para alguém administrar o seu dinheiro de forma medíocre. A ideia do banco é que você não tem conhecimento para administrar seu próprio dinheiro e que a melhor maneira de realizar seus sonhos é por meio dos produtos que eles oferecem.
Essa é uma ilusão que custa caro porque te cobram taxas de administração entre outras tarifas e seguros.
Geralmente são de péssima liquidez e podem cobrar imposto de renda que corrói o seu dinheiro na hora de resgatar. Isso sem contar que alguns deles oferecem risco alto e nem tem garantia do FGC – Fundo Garantidor de Crédito, o que ninguém conta.
Você pode perder dinheiro ou terminar o que chamamos de investimento com retorno zero ou até prejuízo.
A poupança pode prejudicar seus investimentos
A poupança é o melhor exemplo de porque você não deve delegar automaticamente sua decisão financeira ao banco. Ela chama atenção pela simplicidade e segurança para quem busca renda fixa, já que é fácil de investir e sacar dinheiro, além da garantia pelo FGC dentro dos limites estabelecidos.
Mas existem ativos mais líquidos e que podem oferecer um retorno ainda maior comparado, como o Tesouro Direto, pelo fato de a poupança ter uma remuneração que depende da Taxa Selic: Quando a meta da Selic está acima de 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês mais a TR. Quando a meta da Selic está igual ou abaixo de 8,5% ao ano, rende 70% da Selic mais a TR.
A remuneração é creditada mensalmente na data de aniversário da aplicação. Por exemplo, isso significa que em momentos de alta na inflação, pode até mesmo te fazer perder dinheiro em termos reais, caso o rendimento fique abaixo da inflação.
E mesmo que deixar dinheiro na poupança o dinheiro rende acima da inflação, isso não significa que é um bom investimento. De fato a inflação hoje está por volta de 4,6% enquanto a poupança rende um pouco mais de 8%, mas a poupança continua sendo o produto ruim mais investido no Brasil e nada além disso.
Por que os bancos não incentivam você a sair da poupança?
Infelizmente por ignorância, por medo, por desincentivo do gerente de banco as pessoas deixam na poupança. Mas por que os gerentes não incentivam as pessoas a tirarem o dinheiro da poupança e colocar no tesouro direto, tesouro Selic, por exemplo? Algo que em rentabilidade real paga o dobro, quase o triplo que a poupança, mesmo tendo IR sobre o lucro.
Para o gerente de banco é a pior coisa do mundo você tirar dinheiro do banco e transferir para o tesouro direto porque o dinheiro sai do banco. Assim o banco não pode pegar seu dinheiro e emprestar para outras pessoas, te devolvendo bem menos do que ele ganha ao emprestar para os outros.
As pessoas tem medo de sair da poupança por conta disso. Já que no momento que você transfere dinheiro para fora isso é péssimo para o banco e você é desestimulado a fazê-lo.
Como os bancos utilizam o dinheiro da poupança
Só para você ter uma ideia, os bancos na hora de financiar um imóvel para alguém utilizam parte dos recursos captados pela poupança para isso.
Existe uma regra de direcionamento, que faz com que parte dos recursos captados em depósitos de poupança seja destinada ao financiamento imobiliário, enquanto outra parte deve ser mantida como reserva junto ao Banco Central.
Além disso, o empregador deposita mensalmente cerca de 8% do salário do trabalhador no FGTS, e esses recursos também são utilizados no financiamento de programas e operações habitacionais, como o Minha Casa Minha Vida por todo o Brasil.
O FGTS possui remuneração de TR mais 3% ao ano, além da distribuição de resultados do fundo, conforme as regras vigentes.
Isso é tão verdade que esse ano teve uma reportagem sobre o aumento da taxa de juros de financiamento imobiliário, por conta da menor disponibilidade de recursos da poupança e de outros fatores que influenciam o custo de captação dos bancos.
Os bancos tiveram que buscar outras fontes de recursos, incluindo instrumentos como CDBs, que podem ter um custo de captação diferente que a poupança para eles utilizarem seu dinheiro parado ali.
Então vocês podem ver muito bem que essa é a função dos produtos bancários medíocres. Eles usam seu dinheiro para coisas muito melhores, tendo em troca quase nada de rentabilidade, ou pior que é perder dinheiro para a inflação.
COE, títulos de capitalização e previdência privada
Agora imagina os outros produtos que citei, principalmente o COE, título de capitalização, previdência privada e fundos de investimentos, que podem cobrar taxa de administração e outras despesas, dependendo do produto.
Entregam na maior parte das vezes menos do que você investiu e só servem para os bancos emprestarem seu dinheiro, ou investirem ele em coisas muito melhores.
De todos esses produtos, existe um que merece uma atenção especial: o COE. Ele consegue reunir complexidade, risco elevado, baixa liquidez e uma estrutura difícil de entender para quem não conhece derivativos. Vou explicar essa anomalia de forma aprofundada a seguir.
Por que considero o COE um dos piores produtos para o investidor
COEs são Certificados de Operações Estruturadas. Eles são focados em combinar diferentes ativos, incluindo derivativos, para remunerar o investidor de acordo com o comportamento de um ativo ou índice de referência, se vai crescer ou diminuir.
Por exemplo, apostar que o dólar vai cair ou aumentar de preço, que o preço do petróleo ou da safra de soja vai ser tanto, que uma ação da bolsa vai continuar caindo. Mas esse tipo de operação tem o risco de você perder parte ou todo o capital investido.
Por isso, COEs são o pior produto oferecido ao investidor comum, principalmente quando ele é apresentado como uma alternativa simples para obter ganhos com ativos de maior risco.
Na realidade, os assessores das corretoras só vendem esses produtos porque recebem comissões muito altas por vender COEs, que podem chegar a 4%, e por isso empurram essas porcarias para os clientes.
É um produto de alto risco vendido para os investidores como se fosse algo simples e seguro, só porque a propaganda fala que, se tudo der errado, no final você recebe o que investiu de volta e fica no zero a zero, quando, na verdade, investir em derivativos é extremamente arriscado.
Em resumo, COEs não são investimentos conservadores: além dos riscos relacionados à própria estrutura, existe o risco de crédito do emissor caso tenha problemas financeiros e, em muitos casos, baixa liquidez antes do vencimento.
É justamente essa combinação que considero problemática: você entrega seu dinheiro para uma estrutura que pode ser difícil de compreender, fica exposto ao emissor e muitas vezes precisa permanecer até o vencimento para conhecer o resultado final.
Consórcio é investimento?
Uma ressalva que faço é para o sistema de consórcio no país que é outra forma de você pagar para outra pessoa cuidar do seu dinheiro.
Ele jamais será um investimento, mas para quem busca a compra de bens é muito atrativo, realmente muito barato comparado aos juros do financiamento de veículos e de imóveis.
Existem alternativas fora dos bancos
Casos a parte, o que quero te dizer é que existe solução financeira para quase tudo o que procura, mas a grande maioria dos bons investimentos estão 100% fora dos bancos.
Os produtos que os bancos tentam te vender são, na grande maioria, grandes porcarias e fazem você rasgar dinheiro, enquanto você poderia investir esse dinheiro muito melhor em outros lugares mais adequados aos seus objetivos.
Portanto aceitar automaticamente aquilo que o banco oferece não é a mesma coisa que escolher conscientemente um investimento. Você deve aprender educação financeira para entender o que está comprando e evitar cair nessas armadilhas.


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