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5 sinais que mostram que você tem medo do dinheiro

E ninguém acredita que tem medo do dinheiro, que tem problemas com dinheiro. As pessoas acham apenas que não têm dinheiro suficiente.

As pessoas acreditam que, se resolverem a quantidade de dinheiro que têm, vão resolver a vida delas.


1. Pessoas que evitam falar sobre dinheiro

O dinheiro se torna um assunto proibido

Pessoas que não querem falar sobre esse assunto dizem que não é para perguntar sobre dinheiro, que não é para perguntar quanto ganham, quanto gastam. “Não me pergunte nada.”

Esse é um sinal de que você tem problemas com dinheiro. Quem tem dificuldades para falar sobre dinheiro tem grandes chances de carregar conflitos em relação a esse tema.

Pessoas que não têm problemas com dinheiro têm facilidade em falar sobre quanto ganham, o que precisam corrigir na forma como administram seus recursos e o que deixam de fazer a respeito.

Esse é o primeiro indício de que você tem medo do dinheiro, porque não consegue conversar sobre esse assunto. E você vê isso dentro das famílias: o marido que não conversa com a mulher, que não conversa com os filhos.

Tabu sobre dinheiro só existe em famílias falidas porque famílias bem-sucedidas, famílias com abundância, que têm educação financeira conversam sobre dinheiro.

Como você quer resolver algum problema na sua vida, quer progredir em algum assunto, se não é capaz de conversar sobre ele? É óbvio que você tem problemas.

Se você não é capaz de conversar, isso significa que essa questão é extremamente dolorida dentro de você. Caso more sozinho, tudo bem, converse apenas entre você e sua planilha.

Mas, se é um orçamento familiar e você não tem controle, não conversa com seu cônjuge nem com seus filhos, você nunca vai conseguir administrar o dinheiro da família. Simplesmente as pessoas têm medo de conversar sobre esse assunto.

E acaba que uma pessoa gasta dinheiro sem conversar, outra pessoa dá o troco e também gasta sem conversar a respeito. Quando esse assunto aparece, elas falam para deixar para lá: “Quando eu receber o salário”, “quando a fatura chegar, nós conversamos”.

O silêncio piora os problemas financeiros

Essa é uma péssima atitude. Você não vai conseguir resolver algo que é dolorido para você sem diálogo.

Quanto mais tempo você evita conversar sobre dinheiro, mais difícil fica organizar as finanças, tomar decisões em conjunto e construir um planejamento financeiro sólido.

Ignorar o problema não faz com que ele desapareça. Pelo contrário: ele cresce enquanto ninguém tem coragem de falar sobre ele.

2. Muitas pessoas têm crenças limitantes sobre dinheiro

Como identificar crenças limitantes

A regra é muito simples para saber se você tem crenças limitantes: se você acha coisas ruins sobre dinheiro, é porque tem crenças limitantes sobre ele.

Você é aquele que diz: “dinheiro não dá em árvore”, “dinheiro é muito difícil de ganhar”, “os ricos têm muito dinheiro porque exploraram os pobres”, entre outras frases semelhantes.

Saiba que dinheiro não é ruim, e dinheiro também não é bom. Dinheiro é neutro, não faz bem, não faz mal, não corrompe, não faz nada. É apenas um papel. O que muda entre as pessoas é a forma como elas fazem a gestão dele.

A diferença está na forma de administrar o dinheiro

A diferença entre as pessoas está na maneira como elas administram o dinheiro. Pessoas que fazem uma má gestão financeira sempre vão falar mal dele. Já quem faz uma boa gestão financeira sempre fala bem dele.

Tudo o que você acha de errado sobre dinheiro é mentira. Não tem nada a ver com as crenças que você tem, porque são crenças erradas. E quem ensinou isso para você, provavelmente seus pais, também aprendeu errado com outra pessoa, e assim vai.

As crenças passam de geração em geração

Como pode uma família inteira permanecer pobre? Filhos, pais e avós. Passam-se 50 anos na vida dessa família, três gerações, e tudo continua igual.

Isso acontece porque é passada como herança a mesma mentalidade. As mesmas crenças são transmitidas dos avós para os pais, dos pais para você, de você para os seus filhos e, futuramente, para os seus netos.

Acaba que todo mundo desenvolve a mesma mentalidade, a mesma escassez e as mesmas crenças limitantes.

Então anote: o dinheiro não é bom nem ruim, é apenas papel. O que transforma o dinheiro é a forma como as pessoas o utilizam.

3. Não olhar seus extratos bancários

Fugir dos números é fugir da realidade

Quem não olha a conta, o extrato bancário, não preenche uma planilha ou evita acompanhar seus números tem medo de encarar a própria realidade financeira. E esse medo existe porque a pessoa não quer enxergar o que os números vão mostrar.

Logo, surgem as desculpas: diz que não tem computador, que não conseguiu abrir a planilha, que não sabe preencher ou que não tem tempo para fazer isso porque chega muito tarde em casa.

São todas desculpas para não querer enxergar a própria realidade. Enquanto você não enxerga a sua realidade, consegue inventar mentiras para si mesmo. Você vive no achismo, dizendo que “não está tão ruim“, que “às vezes gasto um pouco mais, porém nada demais”.

O achismo destrói sua vida financeira

Essas são as histórias que você conta para si mesmo, e elas acabam com sua vida financeira.

O dinheiro não aceita desaforo no Brasil. Ser amador no Brasil, ser palhaço no Brasil a respeito do dinheiro, isso te enfia num buraco financeiro.

Enquanto você não conhece exatamente quanto ganha, quanto gasta, quanto deve e quanto realmente sobra no final do mês, você está tomando decisões no escuro.

Uma planilha financeira, um aplicativo de controle ou até mesmo um simples acompanhamento do extrato bancário são ferramentas que mostram a realidade. E somente quando você conhece a realidade é que consegue começar a transformá-la.

Fugir dos números pode aliviar a ansiedade por alguns instantes, mas apenas adia um problema que continuará crescendo enquanto não for enfrentado.

4. Ignorar sua situação financeira no Brasil não é uma opção

O cenário econômico exige atenção

Se você não quer ver a sua situação financeira, saiba que está lidando com um país com os juros mais caros do mundo. Você está enfrentando um problema extremamente sério.

E essas taxas de juros não são escondidas. Por exemplo, a taxa média de juros do cartão de crédito rotativo no Brasil pode ultrapassar 400% ao ano, conforme dados do Banco Central do Brasil (BCB).

Em alguns casos, determinadas instituições chegam a cobrar taxas superiores a 1.000% ao ano, dependendo da modalidade e do perfil do cliente. (Fonte: Banco Central do Brasil – Estatísticas Monetárias e de Crédito.)

Você compreende que, se dever R$ 10 mil em um cartão com esse nível de juros e permanecer inadimplente por um longo período, a dívida pode crescer de forma explosiva?

O custo de viver no Brasil

Ao mesmo tempo, o Brasil possui a maior carga tributária entre os países emergentes e ocupa as piores posições nos rankings de retorno dos impostos para a população, segundo estudos do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).

Ou seja, muitas vezes você acaba pagando duas vezes pelos mesmos serviços: uma escola particular para seus filhos e outra pública por meio dos impostos. O mesmo acontece com o plano de saúde, vai ter que fazer tudo por fora.

O Brasil também apresenta os piores ambientes de negócios, enquanto a inflação corrói continuamente o poder de compra da população. O dinheiro vale cada vez menos.

Crédito fácil e endividamento recorde

Ao mesmo tempo, conseguir crédito nunca foi tão fácil. Os bancos aumentam constantemente o limite do cartão de crédito, oferecem empréstimos pré-aprovados e facilitam o acesso ao financiamento.

Não é à toa que o endividamento das famílias brasileiras permanece em níveis elevados. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mais de 80% das famílias brasileiras possuem algum tipo de dívida, um dos maiores índices já registrados pela pesquisa.

E tudo isso acontece ao mesmo tempo em que os brasileiros ainda não sabem investir, e há mais pessoas apostando em Bets do que investindo na bolsa de valores.

A sua economia pode seguir outro caminho

Mas, apesar de a economia do país estar seguindo um caminho, a sua economia pode ir na direção contrária, desde que você desenvolva educação financeira.

Você não controla os juros, a inflação, os impostos ou as decisões do governo. Mas controla a forma como administra seu dinheiro, toma decisões financeiras e se prepara para enfrentar esse cenário.

É justamente essa diferença de comportamento que separa quem consegue construir patrimônio, de quem permanece preso aos mesmos problemas financeiros durante anos.

5. Educação financeira de verdade

O primeiro passo é admitir que você não sabe tudo

As pessoas têm medo de admitir que não sabem, e por isso não investem em aprender nem em mudar. A pessoa não lê livros, não estuda, não faz nada porque tem medo de admitir que não sabe as coisas.

Ela tem medo de admitir que o problema é ela, que fez as coisas erradas a vida toda. Enquanto você não admitir isso, poderá culpar todo mundo: a economia, o banco, o gerente, os juros, o Brasil, tudo.

Agora, no dia em que você enfrenta essa realidade e fala: “Eu preciso aprender, eu preciso me educar.”, esse passa a ser o primeiro passo para resolver sua vida, porque admitir que está errado requer coragem.

Assumir a responsabilidade muda tudo

Se você tem medo de admitir que os erros que cometeu nos últimos anos levaram você para onde está hoje, nunca conseguirá mudar.

Se você tem medo de admitir que o problema é você, nunca vai perceber que, na mesma situação em que está, existem pessoas que conseguiram fazer as coisas certas e mudaram de vida.

E só você pode corrigir isso. Saiba que o bom marinheiro não culpa o mar, ele ajusta as velas e segue em frente.

Isso só acontece quando você tem educação financeira, quando está disposto a enfrentar a realidade e dizer: “Eu errei, agora vou corrigir.”

Às vezes é preciso dar alguns passos para trás

Quando você vai corrigir as coisas, às vezes precisa dar alguns passos para trás para poder dar mil passos para frente.

E tem pessoas que não estão dispostas a descer do salto, a mudar o padrão de vida, não estão dispostas a fazer nada.

E sabe o que acontece? Continua indo ladeira abaixo.

Tem que ter coragem para admitir que o caminho que você está seguindo há muito tempo está errado.

Você está no ônibus errado?

Se você está no ônibus errado, você desce. Não importa se já pagou a passagem, você sai.

Você vai ficar quanto tempo no ônibus errado?

Quanto tempo você precisa para entender que esse ônibus não leva você para o destino correto?

Quantas dívidas você vai ter que fazer?

Quantos anos da sua vida você precisa passar sem fundo de emergência, sem investimentos, sem nada, para entender que está no ônibus errado?

Qual será o seu limite para mudar?

Se você é um adulto com mais de 25 ou 30 anos e não tem dinheiro guardado, você está fazendo o que neste mundo? Como vai proteger sua família se alguém ficar doente ou acontecer algum acidente?

Você vai protegê-los fazendo mais dívidas? Vai se complicar ainda mais? Pegar mais crédito? Se enfiar em um buraco mais fundo? Ficar chorando e pedindo dinheiro para parentes?

O que precisa acontecer para você entender que está errado?

E a única pessoa que pode assumir que está errado é você.

Ninguém pode tirar você do ônibus. O motorista não vai parar o ônibus e pedir para você descer porque está no ônibus errado. É você quem precisa descer.

Conhecimento sozinho não transforma ninguém

Poucas pessoas entendem que precisam corrigir a rota da própria vida. Entendem que o conhecimento, por si só, não muda nada. O conhecimento apenas abre as portas por onde a educação entra e muda tudo.

Essas pessoas reconhecem que estão fazendo as coisas erradas e têm coragem de admitir isso, dizendo: “Ok, o que eu tenho que fazer de diferente?”

Mesmo com pouquíssimo conhecimento, elas têm educação, disciplina e a força interna para colocar em prática aquilo que aprenderam. Conseguem ir contra o ambiente em que vivem e contra o fluxo que a maioria das pessoas segue.

E não importa o que os outros fazem. Elas não vão na onda deles, não gastam como eles e não tomam decisões iguais às de todo mundo.

Esse é o segredo que transforma a sua vida, porque a maior parte das pessoas segue um modelo errado quando o assunto são finanças.

Colocar em prática é o que faz a diferença

Como todo mundo comete praticamente os mesmos erros financeiros, ninguém chama a sua atenção quando você faz as coisas erradas ou quando não tem vontade de fazer as coisas certas.

Todo o conhecimento do mundo está disponível gratuitamente na internet, mas nenhum conhecimento educa você sobre finanças se não for colocado em prática.

Em todas as áreas em que você tem sucesso na vida, é porque foi educado nelas. E tudo aquilo em que você fracassa é porque ainda não foi educado.

Os seis pilares da liberdade financeira

Por isso, você deve aprender urgentemente os 6 pilares da liberdade financeira:

  • Mentalidade;
  • Ambiente;
  • Administração financeira;
  • Sair das dívidas;
  • Ganhar mais dinheiro;
  • Investir.

A mudança começa por uma única pessoa

No momento em que você toma essa coragem e começa a mudar, muda também a inércia de toda a sua família, porque passa a ser uma fonte de inspiração para todos.

Você será a primeira pessoa da sua família que vai começar a fazer as coisas certas.


Conclusão

O medo do dinheiro nem sempre aparece de forma evidente. Muitas vezes ele está escondido em atitudes aparentemente comuns, como evitar falar sobre finanças, alimentar crenças limitantes, fugir dos próprios números, ignorar a realidade econômica do país ou acreditar que não precisa aprender mais.

Enquanto esses comportamentos continuarem fazendo parte da sua vida, será muito difícil construir patrimônio, conquistar tranquilidade financeira e proteger a sua família.

A boa notícia é que esse ciclo pode ser interrompido. O primeiro passo é reconhecer onde você está, assumir a responsabilidade pelas próprias decisões e começar a agir de forma diferente.

A educação financeira não muda apenas o seu bolso. Ela muda a sua forma de pensar, de decidir e de construir o futuro.

Quanto antes você decidir descer do ônibus errado, mais cedo começará a trilhar o caminho da liberdade financeira.

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