Muito além da religião, a cultura judaica é frequentemente lembrada por incentivar valores como responsabilidade, visão de longo prazo, educação financeira, empreendedorismo e independência.
Enquanto isso, diversos hábitos presentes na cultura brasileira acabam dificultando o crescimento financeiro e pessoal de muitas pessoas.
O objetivo deste artigo não é dizer que uma cultura é perfeita e a outra não, mas refletir sobre alguns comportamentos que podem ser aprendidos e aplicados por qualquer pessoa.
Afinal, nossa mentalidade influencia diretamente as escolhas que fazemos e, consequentemente, os resultados que alcançamos.
1. Tenha cabeça grande, não aceite que as coisas são assim.
No Brasil, tem duas a três vezes mais funcionários por estabelecimento do que em países com alta produtividade.
Seja em padarias, postos de gasolina. A mesma pessoa que dava o pão, já cobrava, já registrava, faz tudo.
A produtividade do brasileiro hoje é equivalente à de 70 anos atrás, mesmo com a evolução das máquinas, da internet, da automação e da tecnologia.
Produzimos praticamente o mesmo que se produzia há sete décadas, quando deveríamos estar produzindo muito mais com todas as ferramentas que temos à disposição.
Por isso, procure sempre enxergar onde você pode se tornar mais eficiente, onde eu posso melhorar o processo. Se eu posso fazer tudo mais rápido, ser mais eficiente, ter menos desperdício, trabalhar muito menos, eu faço.
Pensar como eu posso ser mais eficiente no que faço? Ter mais produtividade. Sempre se perguntar sobre onde você está, o que você faz, com o que você trabalha. Vocês têm cabeça de dono ou apenas de empregado?
Seja o melhor naquilo que você faz. Não importa o papel que você tem no mundo, se você vai dar o seu melhor, você vai crescer na vida.
A sociedade olha diferente para as pessoas que tentam, que correm atrás. As pessoas recuam porque nossa cultura o tempo todo condena quem tenta, quem se esforça e perde dinheiro ao empreender.
É muito difícil você se tornar rico na vida sendo empregado, você na maioria das vezes terá que empreender porque você pode escalar, pode crescer muito mais.
2. Visão de longo prazo
Os judeus desde cedo aprendem a ter visão de longo prazo.
Começa com os investimentos em imóveis, que são extremamente caros em Israel. Por exemplo, os apartamentos mais baratos começam na faixa de 1 milhão a 1,5 milhão de reais.
Se você é de uma cidade grande, os preços começam em 2,5 a 3 milhões de reais. É muito caro comprar, por isso que em Israel as pessoas têm que ter visão de longo prazo.
Quando você é muito imediatista, quer ter resultados em 1 ano, você não consegue construir nada com uma visão de curto prazo.
Tudo na vida que é bom demora para construir, por exemplo, juros compostos só funciona no longo prazo, carteira de investimentos é longo prazo.
Da mesma forma que você pode ter resultados elevados no curto prazo, você também pode ter resultados negativos muito rápido porque são resultados dependentes de impulsos momentâneos.
Quando você quer construir algo, isso é pensamento de longo prazo. E os judeus cultivam isso a todo momento.
Uma dica: em tudo que fizer na vida, olhe se você está construindo algo. Caso não esteja, é hora de mudar de planos.
3. Ser rico deve ser algo desejado
O rico deve ser abençoado, não condenado. No Brasil, culturalmente, as pessoas condenam o dinheiro, os empresários, os ricos.
Como você quer melhorar sua vida se você despreza aquela posição, se você despreza as pessoas que chegaram para aquela posição?
Você acha que as pessoas que se tornaram ricas, elas alcançaram porque roubaram? Porque elas exploraram as pessoas? Esquece isso.
Se uma pessoa se torna bem-sucedida, é algo abençoado, para se aplaudir, porque não é fácil. Se você reclama dos empresários, reclama do seu chefe, não precisa reclamar nenhum dia.
Basta no dia seguinte você pedir demissão e abrir seu negócio, faça igual ao seu chefe, ganhe muito mais do que ele se você acha que é tão bom quanto ele.
Empreender significa arriscar o próprio dinheiro sem garantia nenhuma, sem salário, sem estabilidade, sem nada. É só ralar e arriscar tudo.
O Brasil condena os ricos ao invés de admirar, ao invés de aprender, de ver o que fizeram, o que posso melhorar na minha vida com esse exemplo.
A riqueza não é um acidente, tornar-se rico é uma caminhada difícil. Mas é tão difícil quanto se tornar pobre, quanto ser classe média, quanto pagar contas todo mês, pagar fatura do cartão, passar vontade de não comprar algo, tudo na vida é difícil.
Qual o difícil que você escolhe? Acordar cedo e empreender, ou acordar cedo e ser empregado de alguém?
E não tem nada de errado em ser empregado, você só precisa entender que, a partir da vida adulta, tudo se resume em escolhas.
Se você passou dos 18 anos, tudo que você tem na vida são escolhas, tenha autorresponsabilidade.
Faça o que precisa ser feito para se tornar o que almeja, mas é inaceitável fazer o papel de vítima. Se você tem saúde mental e física, Deus já te deu tudo, o resto é com você.
4. As pessoas se comparam demais.
Judeus ricos, a proporção deles na população é muito alta, muitos são milionários e bilionários. Em Israel, em especial, você encontra muitos deles com as doenças do consumismo do ocidente.
Pessoas que gastam demais, consomem demais, se comparam com os outros demais. Hábitos de consumo em excesso os israelenses têm mais, comparado aos judeus pelo mundo.
E quem finge ser dublê de rico, acaba se tornando verdadeiramente pobre.
5. Independência dos filhos
Os segredos de uma nação crescer é a família, ou seja, marido, mulher e filhos. Quando a pessoa dentro da família tem apoio, ele consegue enfrentar tudo.
Ele consegue tentar, correr, fracassar porque ele sabe que tem o apoio da família. No Brasil tem muitas famílias que esse núcleo é muito fraco.
E uma das bases da família é a independência dos filhos. Tem pais que infelizmente, mesmo sem intenção, protegem demais, mimam demais os filhos.
Tem pessoas dando mesadas para adultos. Em Israel, as pessoas começam a trabalhar muito pequenos por opção, e com 18 anos já entram no exército.
Os jovens já se tornam muito rápido independentes, vão para o exército e quando terminam, muitos viram mochileiros para várias partes do mundo, depois voltam e já entram para a faculdade.
Quando volta de viagem já arruma o apartamento dele com 22 anos, já consegue um carro de passeio e se vira. Muitas vezes, quanto mais jovem uma pessoa se torna independente, mais rápido ele cresce na vida.
Se uma pessoa vive na casa dos pais até 25, 28 anos, quando ele vai começar a empreender? A correr atrás?
O verdadeiro papel dos pais é preparar os filhos para a vida. O verdadeiro agradecimento dos filhos é quando eles não dependem mais dos pais.
As pessoas amadurecem muito novos em Israel e seguem a vida. Superproteção é algo péssimo, o papel dos pais é preparar os filhos para o mundo.
Saiba que somente temos liberdade quando somos independentes.
Conclusão
Independentemente da cultura em que uma pessoa nasceu, todos têm a oportunidade de desenvolver uma mentalidade mais voltada para o crescimento. Admirar quem conquista resultados, buscar eficiência, pensar no longo prazo, evitar comparações e criar independência são hábitos que podem ser aprendidos e praticados diariamente.
A diferença entre uma pessoa e outra é a mentalidade. Ela define o fracasso e o sucesso em todas as áreas da sua vida.
Você precisa ajustar a mentalidade certa, que é escolher aquilo que é certo ou errado na sua vida.


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