Por que o Bitcoin é tão importante?
Simples, porque ele é uma resposta ao fato de o dinheiro ser politizado, ficar nas mãos dos governos e sofrer com a inflação, que funciona como um roubo silencioso do governo.
Não há inovação alguma capaz de mudar o fato de que a moeda fiduciária depende apenas da confiança na classe política, e o Bitcoin surge como uma alternativa a tudo isso, para que, em vez de seguir na direção para baixo, siga na direção para cima.
Por ser acessível a todos é um sistema inovador, disruptivo e diferente que ainda estamos aprendendo a precificá-lo, a entender como funciona e a segurança por trás dessa criptomoeda.
Tantas pessoas acreditam nele que ele tende a continuar crescendo e valorizando nos próximos anos porque uma vez que a adoção está acontecendo ele é escasso, até que se estabilize o seu preço de mercado.
O grande desafio é levar o Bitcoin para o uso cotidiano
Até hoje o mercado de Bitcoin só teve duas coisas que furaram a bolha, no sentido de alcançar adoção das grandes massas para utilizar isso fora do mercado cripto.
O primeiro ativo foi o USDT, que pode ser usado em boa parte dos comércios de diversos países, como Colômbia e El Salvador. Você consegue fazer remessa internacional legalizada e contratos de câmbio com USDT e USDC.
Outra coisa que furou a bolha do mercado cripto e passou a ser utilizada fora dele é a Polymarket. Existem pessoas que apostam com criptomoedas sem nunca antes ter entrado no mercado cripto.
As pessoas às vezes nem entendem que USDT é uma criptomoeda; para elas, é dólar. E o Mercado Bitcoin, que podemos considerar a maior corretora cripto brasileira, já tem dados de que, entre 2024 e 2026, houve um aumento para 30% do volume negociado apenas em USDT, ou seja, em stablecoins.
O Bitcoin precisa sair da bolha cripto
Tirando as stablecoins, nós não temos nada hoje sendo usado no mercado cripto fora da bolha. Nós precisaríamos de inovação no mercado; é necessário surgirem ideias para colocar mais pessoas dentro do Bitcoin.
Só que o Bitcoin ainda requer um conhecimento aprofundado para o uso correto dessa tecnologia. E o usuário comum procura usabilidade, algo que hoje ele encontra principalmente ao investir em ETFs, fazer trade, utilizar alavancagem ou realizar apostas. Ou seja, grande parte do uso atual continua concentrada na especulação.
Seria necessário que pessoas começassem a ter ideias que saíssem da bolha para criar um mercado cripto mais forte, com aplicações que realmente tirem o Bitcoin da especulação e levem sua tecnologia para o uso cotidiano.
Se essa adoção continuar avançando, a própria escassez do Bitcoin pode favorecer sua valorização nos próximos anos, enquanto o mercado ainda estiver absorvendo uma oferta limitada de unidades.
A tendência é que, à medida que a adoção e a liquidez aumentarem, o preço de mercado encontre um nível mais estável conforme o ativo amadureça.
Bitcoin como reserva de valor e proteção patrimonial
O mercado de bitcoin é global e o único que está sempre aberto inclusive nos fins de semana, e por isso é o primeiro que sofre impactos negativos de algum acontecimento de grande impacto no mundo.
Por exemplo, quando temos o início de uma guerra entre países, mas isso não significa que ele não pode ser um porto seguro para investidores que querem proteger seu patrimônio.
Usar o bitcoin como reserva de valor é viável porque a tendência é dele ser menos volátil com o tempo, já que vai se tornar cada vez mais escasso.
No longo prazo ele vai deixar de competir com as moedas fiduciárias e vai estar competindo com o ouro, como o melhor ativo para reserva de valor do mercado.
A tendência é da liquidez aumentar para vender seus bitcoin quando for preciso. Portanto ele pode te dar liquidez se o seu banco está fora do ar e até mesmo se estiver sem internet.
Então nos momentos de incerteza é que você pode usufruir da liquidez do bitcoin, muito melhor do que qualquer outro ativo, e trocar ele por dólares que é a moeda que vale no mundo inteiro.
Até o governo dos Estados Unidos já confiscou ouro durante a Grande Depressão de 1929, por isso muitos consideram o Bitcoin a única forma de investir em um ativo inconfiscável caso a moeda do seu país colapse de vez.
Os desafios que o Bitcoin ainda precisa superar
O maior problema do bitcoin é que existe um tripé no mundo das criptomoedas, que envolve o fato de nenhuma moeda digital pode ser ao mesmo tempo muito barata, muito segura e muito descentralizada.
No caso específico do bitcoin, ele não é barato pelo alto custo energético necessário para minerar bitcoins com a margem de lucro podendo se tornar até mesmo negativa, já que a recompensa diminui a cada 4 anos quando acontece o evento chamado halving do bitcoin.
O halving corta pela metade a quantidade de bitcoins que os mineradores podem minerar a cada 10 minutos, para limitar a oferta total a 21 milhões de bitcoins até 2140, considerando que o halving acontece a cada 210 mil blocos minerados.
Uma das consequências de o Bitcoin utilizar um algoritmo que o torna, de forma intrínseca, um ativo caro é o alto consumo de energia da rede, que supera o consumo de alguns países do mundo, como a Venezuela e até mesmo a Argentina.
Por que o Bitcoin se diferencia das outras criptomoedas
Nenhuma outra criptomoeda criada após o bitcoin chega a ter todas as propriedades intrínsecas do bitcoin, ouro digital com a maior dominância no mercado de cripto.
Por isso não recomendo a ninguém estudar outra criptomoeda, mesmo que ela pareça ser algo próspero como a altcoin Ethereum, chamada Ether, mas não passa de algo que não é totalmente descentralizado.
Ether se parece mais com uma internet 2.0 com vários aplicativos de serviços diversos, desde empréstimos, logística, jogos play to earn, NFTs etc., nos quais o Ether funciona como moeda digital para que cada plataforma execute esses contratos.
Também tem a Solana que é um concorrente direto do Ether, só que sem pagar tantas taxas para movimentar seu dinheiro e que permitem a criação fácil das chamadas memecoins ou shitcoins.
Os criadores dessas altcoins fazem essas moedas dentro da própria blockchain, com o intuito de vê-las estourar e valorizar muito para enriquecer rapidamente.
Bitcoin não é bolha, é liberdade
Até a sua criação da maneira que aconteceu sendo feita por um homem ou grupo de pessoas chamado Satoshi nakamoto. Ele simplesmente criou essa moeda digital, minerou por algum tempo, acumulou mais de 1 milhão de bitcoins nessa carteira e sumiu da internet sem deixar rastros.
Satoshi Nakamoto conseguiu uma fortuna de uns 70 bilhões de dólares sem precisar ser amigo ou prestar favores ao governo. Ele faz parte dos homens mais ricos do mundo e nunca mexeu em um centavo dessa fortuna.
É por esses fatos e outros conhecimentos a respeito do Bitcoin que fazem ele ser a moeda que todo mundo deveria estudar, já é o assunto do momento há algum tempo.
Se você está conhecendo agora sobre Bitcoin, quanto mais você estudar sobre o assunto, mais interessante ele vai se tornar. Comece entendendo as propriedades que tornam o Bitcoin único e tão difícil de replicar.


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