Bitcoin é um ativo real
Em uma situação complicada ele tem valor, ele vale sim alguma coisa para você sobreviver. Ativo real é renda fixa, fundos imobiliários e ações no Brasil. Então em momentos de crise se você só tem investimentos em Real você está concentrado em um único tipo de moeda.
Para evitar isso é que devemos diversificar em dólares e também em Bitcoin. Se você diversificar em dólares isso não vai te proteger do risco sistêmico de confiar em governos para emitirem a moeda, definir as taxas de juros e metas de inflação para tentar proteger o poder de compra que eles mesmos corroem.
Em 1971, o dólar perdeu seu lastro em Ouro, ou seja, dizia-se que cada dólar tinha um peso em Ouro, o que limitava a emissão em excesso para não ter inflação exagerada da moeda. Agora ele é uma moeda fiduciária que perde valor igual um cubo de gelo derretendo até chegar o colapso das contas públicas.
No Brasil a desvalorização é ainda mais evidente, pois o próprio Banco Central deixa explícito que querem desvalorizar 3% o Real todos os anos, e permite uma margem de erro de +- 1,5% nessa meta. Ou seja, você acha que está se protegendo mas não está pois a meta do governo é inflacionar o dinheiro.
Por isso, o Bitcoin surge como uma alternativa para diversificar o patrimônio e preservar valor no longo prazo. Sua escassez programada, descentralização e independência em relação aos governos fazem dele uma espécie de Ouro Digital, capaz de complementar investimentos em dólares e outros ativos reais.
O sistema monetário abriu espaço para o Bitcoin
O presidente Richard Nixon precisando imprimir mais dinheiro para financiar a guerra do Vietnã, que os Estados Unidos estavam participando no período da guerra fria, ele acabou com o padrão dólar-ouro e tornou todas as economias regidas por moedas fiduciárias.
Ao romper a relação entre o dólar e o ouro, Nixon abriu espaço para que fosse possível imprimir dinheiro quando quiser. Agora o dólar é um papel pintado cujo valor está relacionado com o PIB do país, com quanto o país produz.
Atualmente os Estados Unidos tem cerca de 40 trilhões de dólares em dívidas, o que é mais do que 120% do PIB do país. Ele chega a pagar mais de 1,3 trilhão de dólares por ano em juros da dívida, consequência direta de décadas imprimindo dinheiro sem parar.
Levando em conta que temos, mais ou menos, 2,3 trilhões de dólares em moeda circulando no mundo, o que escancara a falta de lastro e falta de sentido das moedas fiduciárias.
Não existe essa quantidade de Ouro nas reservas norteamericanas equivalente ao total de dólares impressos pelo Estado norteamericano. O resultado é que o dólar perdeu cerca de 97% do seu poder de compra desde o seu surgimento.
No Brasil não é diferente, desde o surgimento do plano Real nossa moeda desvalorizou mais de 80% seu poder de compra. Somos o país da América do Sul com a maior dívida pública superando até países em crise econômica como a Argentina.
A nova ordem mundial tenta encontrar uma nova moeda para substituir o dólar, mas essa moeda já existe desde 2009 que é o Bitcoin. A maior ilusão que podemos ter é acreditar que moedas fiduciárias são bons ativos reais para investir.
Somente o Bitcoin mantém o seu poder de compra porque ele tem um lastro intrínseco, fruto do algoritmo da tecnologia blockchain dessa criptomoeda.
Bitcoin começa a substituir a lógica do dinheiro estatal
Hoje o dinheiro funciona dentro de um sistema no qual o Estado define a moeda fiduciária de curso forçado e estabelece as regras monetárias, enquanto bancos e autoridades monetárias controlam sua emissão e circulação.
Isso é diferente da lógica do Bitcoin que pode desempenhar o papel de uma moeda global porque quanto maior a dependência de uma entidade central, maior o risco de censura, controle ou interferência governamental.
As empresas já utilizam bastante criptomoedas como USDT, da Tether, e DAI, para realizar operações internacionais, incluindo importação e exportação. O problema é que stablecoins não possuem o mesmo nível de soberania do Bitcoin.
A Tether, por exemplo, é uma empresa centralizada e pode sofrer pressão regulatória e governamental. O governo dos Estados Unidos não possui um botão capaz de simplesmente desligar o Bitcoin, mas pode exercer pressão sobre empresas que emitem, custodiam ou negociam determinados ativos digitais.
O Ethereum apresenta uma situação diferente. Embora seja uma blockchain descentralizada e não possa ser simplesmente desligada por Vitalik Buterin ou pela Ethereum Foundation, existem pontos de concentração em sua infraestrutura, staking, desenvolvimento e governança, que podem aumentar sua exposição à censura e à influência de grandes participantes.
Por isso, para quem considera a descentralização máxima e a resistência à censura como características fundamentais de uma moeda, as stablecoins e o Ethereum podem ser considerados inferiores ao Bitcoin nesse aspecto.
A descentralização que diferencia o Bitcoin
O Bitcoin não possui uma empresa responsável por sua emissão nem uma autoridade central capaz de alterar arbitrariamente suas regras.
Sua segurança é baseada em criptografia e assinaturas digitais, na descentralização dos nós, no mecanismo de consenso e no enorme poder computacional empregado pela mineração. Até hoje, o Bitcoin nunca sofreu um ataque que comprometesse os componentes de segurança da rede.
A confiança no Bitcoin não depende de uma promessa feita por um governo ou por uma empresa. Ela está relacionada à escassez programada, às regras do protocolo, à segurança da rede e à adoção voluntária por seus usuários.
Quanto mais pessoas adotam e demandam Bitcoin, maior tende a ser sua valorização, embora ninguém possa garantir esse resultado e o ativo continue apresentando alta volatilidade.
Nos últimos anos, céticos, bancos, gestoras, empresas e até países passaram a adquirir Bitcoin. Além disso, os EUA aprovaram ETFs de Bitcoin, facilitando o acesso de investidores institucionais ao ativo.
Os ETFs não são o ideal porque permitem que esses veículos passem a concentrar grandes quantidades de Bitcoin, mas representam um avanço porque permite que mais pessoas protejam seu patrimônio da impressão de dinheiro dos governos para fazer rolagem de dívidas.
Os governos tendem a ter dívidas cada vez mais elevadas e sofrer pressões econômicas por redução dos déficits fiscais. Mas o Estado sabe que o corte de gastos é uma medida impopular e prefere arrecadar mais impostos do que fazer o dever de casa.
Nesses cenários de endividamento excessivo os ativos não governamentais, como Bitcoin e Ouro, podem se sair relativamente melhor como proteção contra a deteriorização do sistema financeiro. Logo, os investidores recomendarão o Bitcoin como alternativa de investimento aos títulos da dívida do Estado.
O Bitcoin já provou que funciona
Quase tudo já aconteceu com o bitcoin e segue funcionando como um relógio que, a cada dez minutos, emite um bloco na rede (mineração) com o registro de todas as transações feitas na rede.
O Bitcoin é cada vez mais forte e resiliente. Os hackers não conseguem atacar, mesmo se a internet acabar o sistema não vai cair, se os governos restringirem ou atacarem porque a criptografia e um grande número de validadores independentes garantem a segurança do sistema.
E a loucura é defender o sistema das moedas fiduciárias, enquanto elas roubam seu poder de compra pela inflação, e tratar o Bitcoin como algo arriscado e perigoso.
A verdade que todos os céticos de Bitcoin não falam
Eles não falam que inflação é inflar a quantidade de moeda, é centralizar o poder da moeda no Estado para imprimir dinheiro à vontade e gastar na frente dos outros, se aproveitando do efeito Cantillon.
Moedas fiat (confiança forçada) foram feitas para você perder valor constantemente (inflação arbitrária) e te manter dependente de governos (política) e bancos (monopólio – controle centralizado do dinheiro).
Enquanto o bitcoin (confiança na matemática) foi feito para ganhar valor constantemente (escassez programada) e te libertar de governos (inconfiscável) e bancos (descentralização – você está no controle do seu dinheiro).
O bitcoin te gera renda para os momentos difíceis da sua vida e por isso é um investimento que devemos fazer de até 5% do nosso patrimônio. Assim como o melhor momento para comprar dólar era ontem, o melhor momento para comprar bitcoin também era ontem.
Se você acha que ele está muito caro agora, daqui a alguns anos e décadas você vai olhar para o preço atual como barato.
A única forma de proteger você da bomba relógio chamada economia brasileira, é diversificando seus investimentos em moedas fortes, como o dólar e o bitcoin porque dinheiro bom substitui o dinheiro ruim.
Existem várias formas de investir que digo em outros artigos, mas somente com estratégia e sabendo onde investir seu dinheiro você vai passar por momentos de crise com tranquilidade.
Bitcoin está cumprindo sua proposta
A ideia é acumular bitcoin e se desfazer do dinheiro fiat o mais rápido possível. As pessoas só guardam para o longo prazo o que elas confiam que tem valor no futuro.
Os bitcoins estão sendo acumulados por pessoas, empresas e governos mundo afora e o risco x retorno do bitcoin faz com que, apesar de ser muito volátil, ele se torna recompensador ano após ano.
A tendência dos governos é imprimir dinheiro para se financiar, até hiperinflacionar o dinheiro fiat e declarar falência. Bitcoin é o Ouro Digital, tem propriedades como ser mais escasso, mais divisível, mais fácil de transportar, de verificar a oferta e demanda e se é bitcoin verdadeiro ou falso.
Ele representa muito mais segurança para quem envia, recebe e guarda dinheiro do que quem usa moeda Fiat. Bitcoin é digital, não tem curso forçado e, por isso, incentiva as pessoas a adotá-lo voluntariamente.
O Bitcoin não surgiu no vácuo. Primeiro existia um problema: o dinheiro controlado pelo Estado perde poder de compra e fica sujeito à inflação e à interferência política. Depois surgiu uma alternativa: um dinheiro digital, escasso, descentralizado e fora do controle de governos e bancos.
Essa alternativa funciona há mais de uma década, continua processando transações a cada poucos minutos, ganhou adoção de pessoas, empresas, gestoras e governos e mantém sua proposta original.
Por isso, quando perguntamos se o Bitcoin deu certo, a resposta está na própria história: ele surgiu como uma resposta a um problema monetário, provou que consegue funcionar em escala global e continua cumprindo a proposta para a qual foi criado.
Se é um dinheiro que ganha valor e não perde, descentralizado sem controle do estado ou bancos e que trás soberania, quem não vai querer investir?


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