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6 Mudanças da Reforma Tributária em 2027 e como se proteger

Análise dos impactos financeiros da reforma tributária e estratégias de proteção.

Se você não sabe as regras do jogo no Brasil, infelizmente você joga um jogo que o tempo todo você vai perder, vai estar endividado, vai pegar empréstimo, vai estar estressado com dinheiro mesmo ganhando bem.

Por isso que a habilidade sobre educação financeira de conhecer e saber as regras do mercado no Brasil, é extremamente importante para você e sua família.

Se você ainda não conhece os fundamentos da reforma tributária e quer entender seus principais pontos positivos e negativos, confira também nosso guia completo sobre o tema:

O que a reforma tributária vai impactar na nossa vida a partir de 2027?

Entenda que a reforma tributária vai impactar as empresas e todos os brasileiros. Se você acha que a reforma tributária é para as empresas, elas que tem que se virar com isso, você está enganado.

A reforma tributária vai mudar as regras para as empresas, mas vai prejudicar todos nós. Primeiro você tem que saber as regras do jogo, para depois aprender como jogar esse jogo para ganhar.

Então você tem que saber o que está acontecendo no mercado, e segundo saber as mudanças que precisa fazer para transformar sua vida. Então vamos falar sobre o que está te esperando em janeiro de 2027:

1 – Split Payment – Pagamento dividido

O tempo todo, antes da reforma, você pagava algo no comércio, o dono do comércio pegava esse dinheiro e usava para pagar mercadorias, fornecedores, salários dos funcionários.

Se a empresa está no simples nacional, no dia 20 do mês seguinte, ou seja, às vezes 30, 40, 50 dias depois o empresário emitia a DARF e pagava os impostos referente ao mês anterior. Essa é a forma atual que todos os empresários e autônomos pagam impostos.

Agora o governo, através dos bancos, vai separar e recolher automaticamente o IBS e CBS, com a taxa entre 27% e 29%. Os bancos vão reter a parte correspondente aos impostos no momento da liquidação financeira da compra, seja por Pix, cartão etc.

O governo já vai pegar a parte dele e o empresário vai ter que se virar com o que sobra. A questão é que a maior parte dos empresários no Brasil apenas sobrevivem.

Parece que sobra muito dinheiro porque o fluxo de caixa, o dinheiro que entra é muito grande, mas o que realmente é relevante que é a margem de lucro, para muitos setores é extremamente pequena.

A consequência disso é que muitos deles vivem no limite, trabalham com margens apertadas e usam o dinheiro dos impostos como capital de giro para sobreviver algumas semanas até o dia de pagar os tributos.

No momento em que o Split Payment entrar em vigor, muitas empresas poderão perder parte do capital de giro. Elas terão que buscar capital de giro no banco, com a taxa de juros mais alta do mundo, um dinheiro caro que pode reduzir ainda mais a margem de lucro da empresa.

Como outros países utilizam o Split Payment

O Brasil não é o primeiro país do mundo a implementar o Split Payment. Temos exemplos na Europa, como a Itália que ele é obrigatório para vendas feitas para o governo, na Polônia é obrigatório apenas para alguns serviços críticos com alto histórico de sonegação de impostos.

Também temos exemplos de quem recuou da decisão de usar o Split Payment, que é o caso da Romênia, onde ele foi prejudicial para a economia e as empresas, sendo desfeito em apenas 2 anos de uso.

A diferença é que o Brasil primeiro armou o cavalo de tróia para só depois fazer o Split Payment. Aqui o Pix já é utilizado por 90% dos brasileiros, logo o dinheiro já se tornou eletrônico, e o uso de dinheiro físico diminuiu drasticamente.

Então diferente desses países da Europa, que as pessoas ainda tem o costume de usar muito dinheiro físico, aqui a armadilha vai funcionar muito bem porque a melhor forma de fugir do Split Payment, que seria comprar com dinheiro físico, já não é mais costume da população usar.

Como o Brasil implementará o Split Payment

E a outra diferença é que, enquanto alguns países adotaram o Split Payment de forma restrita a determinados setores ou operações, no Brasil a legislação prevê sua implementação gradual nas operações abrangidas pelo novo sistema tributário.

A primeira etapa será voltada às operações entre empresas, no atacado, enquanto uma etapa posterior deverá alcançar também as operações de varejo. A regulamentação também prevê hipóteses específicas em que sua adoção poderá ser facultativa.

Isso significa que as empresas terão um período para adaptar seus sistemas, seu fluxo de caixa e sua estrutura financeira antes da expansão do mecanismo para o varejo.

Logo teremos duas possibilidades: as empresas conseguem se adaptar e continuar operando, ou aquelas que já trabalham com margens muito apertadas poderão enfrentar dificuldades financeiras, perder competitividade e, em alguns casos, até fechar as portas.

Como o Split Payment pode aumentar os preços dos produtos

E não adianta você pensar que isso é problema das empresas porque um problema das empresas, se torna automaticamente um problema seu. Se o empresário tem que pagar mais impostos, se tem mais dificuldades, o que ele vai fazer?

Ele vai ser obrigado a aumentar o preço dos produtos e teremos um aumento generalizado de todos os produtos ano que vem. Nunca é problema dos outros, quem paga a conta somos todos nós.

Tem ainda a questão de que, se uma empresa falir, vai sobrar menos empresas no segmento, e esse número reduzido de empresas irá automaticamente aumentar os preços dos produtos para eles também não quebrar.

O governo está querendo ajudar os pobres ou o sistema bancário?

Cada semana que passa chega uma novidade sobre a Reforma Tributária, agora o governo estuda pagar um pedágio para os bancos por fazer o Split Payment funcionar.

O imposto é descontado e separado no ato da compra, mas não vai mais direto para o governo. O governo arrumou um grande parceiro para ganhar junto com ele: Os Bancos.

A proposta é do governo pagar 39 centavos para os bancos por cada operação financeira processada dentro do Split Payment. A primeira vista esse número não parece muita coisa, mas esse serviço acontecerá 1,5 bilhão de vezes por ano.

Logo 0,39 reais se tornam 500 a 600 milhões de reais. Ou seja, o banco vai separar eletronicamente o que é para você e segurar o que é para o governo, e nesse tempo pode usar como capital de giro, e ainda vai ser pago pelo governo.

Olha que coisa boa para os bancos:

Eles vão poder abater 600 milhões de reais por ano de impostos ao governo. O governo está estudando por em prática um desconto dessa magnitude aos banqueiros.

A própria CGU disse que isso é ilegal, mas como o governo que cria as leis é provável disso ir para frente. A pergunta que fica é: se os bancos vão pagar menos impostos, quem vai pagar essa conta?

O governo vai suprir essa diminuição na arrecadação dos bancos cobrando mais impostos de você, que não passa de um pagador de DARF anônimo e merece ser chicoteado pelo Estado.

Resumindo, o governo vai pagar o banco para cobrar nosso imposto automaticamente, e os bancos vão abater esses 0,39 por operação do imposto de renda.

Sem contar que os bancos vão trabalhar esse dinheiro que ele separa para o governo no seu fluxo de caixa, até que seja necessário pagar o governo, o que chamamos de float, que é o tempo que o dinheiro pode gerar rendimentos aos bancos.

Os bancos serão ao mesmo tempo o fornecedor da tecnologia Split Payment para o governo e o credor dos empresários, que vão perder o capital de giro que tinham entre a venda recebida e o pagamentos dos impostos.

E ainda por cima o governo vai pagar os bancos com dinheiro público para operar essa engrenagem. Não é à toa que 80% da população está endividada, enquanto os bancos registram ano após ano recorde de lucro líquido.

Isso acontece porque o Brasil é um paraíso para os bancos, não tem nada mais lucrativo nesse país que bancos, eles ocupam 6 posições das 10 maiores empresas em valor de mercado do país.

O resultado será o governo aumentar impostos, ou ficar sem dinheiro para pagar despesas básicas de saúde, educação, segurança, saneamento básico, transporte, infraestrutura etc.

2 – Criação do CBS para trocar o PIS e COFINS

Essa mudança tem o objetivo de facilitar a tributação, porém o problema é que está se aproximando 2027 e ninguém sabe quanto será o CBS, qual a alíquota. Imagine você ter um imposto que vai entrar em vigor em alguns meses e as empresas não sabem quanto será cobrado?

Há uma leve suspeita de que seremos avisados sobre as porcentagens desse imposto apenas depois da eleição, e por que isso? Simples, se fosse algo bom avisariam antes, como é uma coisa ruim vai avisar depois da eleição para não interferir na votação.

3 – Imposto seletivo ou imposto do pecado

Alguns produtos que o governo acha que são um pecado e você não deveria consumir, como bebidas alcoólicas, refrigerantes, cigarros, alguns tipos de veículos também vão ter aumento de impostos.

Novamente ninguém sabe ainda quanto vai ser cobrado, mas temos estimativas que chegam a 40%, 50%, 60%, 70% a mais que vai encarecer esses produtos.

Acredite se quiser, mas é possível até mesmo que os combustíveis entrem na lista do imposto do pecado, o que aumentará o frete das entregas, e consequentemente os preços dos produtos nos supermercados.

Pode ser uma medida boa para desestimular o uso de alguns produtos, mas para alguns deles vai se tornar extremamente complicado para a camada mais simples da população comprar.

Inflação dos alimentos e o impacto para a população

Anote uma informação importante que as pessoas não sabem: Inflação é o imposto mais cruel que existe no Brasil porque não tem nada que podemos fazer contra, e vai afetar as pessoas mais pobres, de baixa renda.

A inflação dos alimentos é a inflação mais difícil de controlar, quando o Banco Central aumenta a taxa de juros para tentar controlar a inflação, ele até consegue controlar o consumo de alguns bens, como carros e imóveis.

Mas a taxa de juros não consegue controlar o valor dos alimentos porque as pessoas irão consumir alimentos independente de como está a taxa de juros.

Logo mesmo com a taxa de juros alta, mesmo com ela prejudicando toda a população, a inflação vai continuar solta especialmente relacionado aos alimentos.

E quem mais se prejudica com a inflação dos alimentos é a população mais pobre porque a maior parte dos ganhos vai para alimentação, são no bolso deles que a alimentação mais vai pesar.

4 – Mudança no Simples Nacional

A maior parte dos empresários no Brasil, empresas de grande, médio e pequeno porte trabalham no Simples Nacional. Ele terá uma mudança: você pode continuar com o Simples Nacional atual, ou mudar para o Simples Nacional híbrido.

O Simples Nacional híbrido permite a dedução do IVA, imposto que você paga o CBS, para empresas que compram de outras empresas.

O problema é que ninguém sabe quanto será o CBS e a mudança de escolher mudar para o Simples Nacional híbrido ou não, deve acontecer até o mês de Setembro de 2026.

Então as empresas tem que decidir se irá trocar o Simples Nacional sem saber quanto será cobrado de impostos, o que não vai dar muito certo.

5 – CNPJ Técnico para pessoas autônomas que trabalham na pessoa física

O autônomo que trabalha usando o CPF e ganha acima de 40,5 mil por ano, agora está obrigado a ter CNPJ e terá que pagar CBS, além do Imposto de Pessoa Física.

Entre os exemplos de profissões impactadas, temos os pedreiros, vendedores ambulantes, diaristas, psicólogos, dentistas, professores particulares, fotógrafos. Quem trabalha por conta própria será chamado pela receita federal para receber um CNPJ Técnico, que vai estar vinculado ao seu CPF.

A partir de 1º de janeiro de 2027, determinadas pessoas físicas que se enquadrarem como contribuintes da CBS, terão de se inscrever no CNPJ e começar a emitir documentos fiscais para pagar o CBS e IBS.

Então, se você trabalha como pessoa física e se enquadra nas regras que caracterizam a atividade como contribuinte da CBS, poderá ter de se inscrever no CNPJ Técnico e cumprir as obrigações fiscais previstas na regulamentação.

Na prática, a partir de 2027 todo serviço prestado com recorrência passa a exigir emissão de nota fiscal eletrônica, que terá os valores do IVA preenchidos.

Essa é uma mudança estrutural da reforma tributária para os trabalhadores autônomos, e você precisa se preparar para esses custos adicionais ainda em 2026.

Como o CNPJ Técnico vai aumentar a fiscalização dos autônomos

Se antes o sistema tolerava ser ineficiente lidar com a informalidade das pessoas físicas que não emitem nota fiscal, mesmo sabendo que os autônomos movimentam 1 trilhão de reais por ano.

Agora tem um sistema 170 vezes maior que o Pix, para fiscalizar o pagamento do IVA através das notas fiscais geradas pelos serviços prestados. E utilizar o auxílio do Split Payment para separar a parte do imposto, antes mesmo de você receber o dinheiro do cliente.

Só essa mudança vai tornar tudo 10% mais caro para todos porque os profissionais autônomos terão novas obrigações fiscais, e vão precisar ter contador, emitir notas, que são os custos da burocracia tributária no Brasil.

Você é pessoa física mas vai ter obrigações de empresários, seja a emissão de documrntos eletrônicos, cumprir novas exigências perante a receita federal, recolher novos tributos previstos pela legislação, incluindo o CBS que ninguém sabe quanto vai ser.

Na prática, o tradicional RPA – Recibo de Pagamento Autônomo vai perder espaço. Milhões de pessoas autônomas terão de dedicar mais tempo para a burocracia, depender de sistema contábil para se adaptar às novas regras que não existiam antes.

Você terá uma rotina muito parecida com a de uma empresa, mesmo sem abrir uma empresa.

6 – Cadastro Imobiliário Brasileiro – O CPF dos imóveis

Cada imóvel no Brasil vai ter um cadastro único chamado CIB, registrado em todos os órgãos, sejam cartórios, prefeituras sistema judiciário, em todos os lugares da mesma forma.

O CIB é um dos pilares da reforma tributária, ele atribui um CPF para cada terreno, casa, apartamento e centraliza tudo no sistema nacional de informações da receita federal.

Como o CIB vai centralizar as informações dos imóveis

Dessa forma, processos de cobrança de IPTU da prefeitura que levavam meses para acontecer porque cartórios e prefeituras trabalhavam de forma isolada.

Agora vão acontecer em dias porque a prefeitura pode atualizar seu IPTU, puxar dados de cartórios.

O CIB unifica informações como: quem é o dono de cada imóvel, qual é o valor de mercado de referência dele, qual é o valor declarado no seu imposto de renda.

Ou seja, estará tudo mais transparente ao governo para fiscalizar mais, incluindo locadores e locatários, realizando o cruzamento de dados entre diferentes órgãos para identificar inconsistências e cobrar os tributos devidos.

Novos impostos sobre aluguéis de imóveis

Então se você tem 4 ou mais imóveis distintos e recebe mais de 240 mil por ano em aluguéis, poderá ser enquadrado como contribuinte do IVA e pagar novos impostos sobre essa conta.

Ou seja, quem se enquadra nesses critérios pode passar a recolher IBS e CBS sobre as receitas de aluguel, além do imposto de renda já existente.

Depois de anos economizando para financiar o imóvel, pagar ITBI, escritura, registro no cartório, IPTU, condomínio, manutenção, imposto de renda, só para sobrar algo de aluguel, agora vai ter novos tributos para quem investir em imóveis e ultrapassar esses limites.

Imagine quem trabalhou a vida inteira, comprou 4 apartamentos para complementar a renda, recebe 25 mil por mês em aluguéis, e como possui mais de 3 imóveis e recebe acima do limite anual, vai começar a pagar CBS sobre essas receitas, além do imposto de renda.

Isso reduz ainda mais o patrimônio de décadas que demorou para construir. Em outras palavras, o governo acabou de criar um sistema muito mais eficiente, eficaz para acompanhar o patrimônio imobiliário e poder cobrar mais.

Em resumo, para quem possui vários imóveis alugados e ultrapassa o limite imposto pela lei, terá que arcar com mais fiscalização, mais impostos, menos dinheiro no bolso, simples assim.

Reforma tributária e planejamento sucessório de imóveis

Sem contar que isso destrói planejamentos sucessórios mal feitos nos inventários. Às vezes a família tenta fazer a doação de um imóvel ou inventário, declarando um valor histórico defasado.

Por exemplo, um imóvel que vale 2 milhões no mercado sendo transmitido por 300k. Usar um valor de compra antigo para pagar menos ITCMD, vai gerar uma inconsistência imediata no CIB.

Ele vai verificar a divergência entre o valor declarado no ato e o valor de referência cadastral do imóvel. O cruzamento será automático e a atuação do imposto estadual acontecerá antes mesmo do processo de inventário terminar.

Imóveis cedidos gratuitamente e cruzamento de dados

Tem proprietários de imóveis que alugam diretamente para as pessoas físicas e, por não ter uma imobiliária na intermediação, acham que o governo não vai saber.

Primeiro que se o inquilino declarar na declaração que pagou aluguel para você, com o objetivo de deduzir ou reportar, a receita federal cruza o CPF automaticamente.

E se você ceder seu imovel para alguém morar gratuitamente, para a receita federal o dono do imóvel teve uma renda presumida, um valor locativo. Você emprestou seu imóvel, não recebeu nada, e mesmo assim tem um rendimento tributável.

Quem paga imposto não é a pessoa que mora de favor, é você dono do imóvel que está sendo uma boa pessoa, e vai ter uma cobrança de 10% do valor do imóvel em um ano, o que é um absurdo de imposto para pagar por um favor que você fez.

A única exceção é um imóvel ocupado por você mesmo ou cedido para parentes de 1° grau, como cônjuges, pais, filhos. Agora emprestou para um irmão, sobrinho, amigo que passa por um aperto, você será tributado em 27% sobre 10% do valor venal do imóvel.

Como o CIB pode cruzar informações sobre a ocupação dos imóveis

Essa prática funcionou muito bem por décadas porque a receita federal não tinha como saber quem estava morando na sua casa.

Mas agora tem como saber pela conta de energia, de água, telefone no nome de outra pessoa, se ela utiliza aquele endereço para entregar documentos e obrigações, o sistema identifica a ocupação por terceiros.

Isso não prova que existe um aluguel não declarado, mas isso acende um alerta para a receita federal investigar, e você entre na fila de análise da malha fina.

Compra e venda de imóveis e compartilhamento de informações

Compra e venda de imóveis também passarão a gerar informações compartilhadas de forma eletrônica com o sistema da receita federal.

No momento que você assina a escritura pública do cartório de notas, a receita vai receber a informação de forma integrada. Isso aumenta a capacidade de cruzamento de dados nas operações de compra, venda e locação de imóveis.

Como se proteger das mudanças nos impostos sobre imóveis

Você deve regularizar seus aluguéis recebidos de pessoa física, se certificar que o carnê leão está sendo recolhido mensalmente, ou já avalia se não vale a pena trazer os seus imóveis para uma holding de investimentos para reduzir os impostos cobrados.

Mapeie os imóveis que você cedeu de graça, verifique o que está acontecendo e se resguarde. Também veja as bases de valores dos seus imóveis de doações passadas, e organize os registros imobiliários desde escrituras, matrículas, cadastros de imóveis possuam dados idênticos e atualizados.

O que te espera em janeiro de 2027?

Então se prepare para 2027, o governo vai acabar com impostos antigos e vai colocar novos no lugar, ele vai cobrar muito mais rápido as pessoas com o Split Payment, vai controlar muito mais as pessoas através do CNPJ Técnico, vai controlar seu imóvel através do CIB.

Ele vai multar quem não se adaptar rápido e vai devolver migalhas para quem está no CAD Único. O resto das empresas vai pagar essa conta, que encontra no escuro mais burocracia.

Isso e o que te espera em janeiro de 2027, não é à toa que eles não estão falando nem as alíquotas, nem as regras antes da eleição porque sabem que quando a população descobrir o que nos espera, ela vai ficar revoltada.

O aumento da arrecadação de impostos no Brasil

Veja que todas essas mudanças aumentam a arrecadação de impostos, esse é o objetivo principal deles.

Quando essas medidas da reforma tributária entrarem em vigor, temos projeções do governo conseguir arrecadar 30 a 50 bilhões de reais por ano, com a exigência de nota fiscal, pagar IBS e CBS. O preço desse novo modelo será sentido diretamente no seu bolso.

O problema é que no Brasil você não tem quase nada de retorno sobre aquilo que paga, podemos dizer que 90% do que você paga de impostos é desperdício, você não recebe nada em troca.

Os 10% que volta não é suficiente para você ter uma vida digna, ou seja, você terá que pagar impostos e ter um plano de saúde separado, pagar escola particular para os filhos, se preocupar com sua segurança por conta própria vivendo em condomínio fechado.

Tudo o que você quiser ter de mínima dignidade no Brasil, além de ter que pagar impostos, você também terá que pagar por fora.

Educação financeira para enfrentar as mudanças econômicas

A grande questão com todas essas mudanças é a seguinte: é difícil no Brasil para todo mundo, porém as pessoas que tem educação financeira elas mudam e ganham esse jogo, mesmo sendo difícil para todo mundo.

Não adianta só reclamar e apanhar da vida porque o custo de vida das famílias brasileiras, em apenas 8 anos alguns itens aumentaram 50%, e alguns deles dobraram de preço.

As famílias não conseguem fazer as mesmas coisas que faziam a 7 anos atrás, 8 anos atrás com quase metade do que ganham hoje. As coisas não ficaram caras, mas sim que o Real brasileiro vale cada vez menos.

Você precisa de mais dinheiro para comprar a mesma coisa, por isso que as pessoas que não tem educação financeira, que não aprendem a administrar o dinheiro, a preencher planilha, elas ficam cada vez pior, à mercê da economia, do governo, da prefeitura.

A qualidade de vida delas é cada vez pior, e estamos falando de pessoas que a vida toda estudaram, trabalharam, pessoas que pagam impostos e fazem tudo certo. Mas tem uma vida cada vez mais medíocre financeiramente.

Inflação, aposentadoria e perda do poder de compra

E essa tendência só vai piorar ao longo dos anos, se você é aposentado ou conta com a aposentadoria, já te aviso que o INSS vai quebrar e vai te pagar uma aposentadoria que vale cada vez menos.

Você vai sentir falta de dinheiro para conseguir sobreviver porque o seu dinheiro não vai acompanhar a inflação, vai se desvalorizar e valer cada vez menos. E em alguns anos, o dinheiro que você recebe não consegue pagar nem seu plano de saúde.

Essa é a tendência futura para as pessoas que não tem educação financeira, que vivem no padrão de vida errado, gastam demais, não investem, se endividam.

Como mudar sua vida financeira e proteger sua família

São pessoas que terão uma vida extremamente difícil nos próximos anos, e a única coisa que vai te salvar será quando você tiver educação financeira. Trata-se de você mudar sua mentalidade, mudar seu ambiente, mudar o padrão de vida que tem, começam a ter controle do dinheiro, controle das dívidas, controle dos investimentos.

Essa é a única forma de uma pessoa mudar de vida, não existe outro caminho. A vida não muda com o tempo, se você está na estrada errada, com o tempo você estará ainda mais no caminho errado porque o tempo apenas amplifica a sua situação atual.

Se a pessoa está endividada, quanto mais tempo passar você estará ainda mais endividado, o buraco será ainda maior. E se você é uma pessoa que guarda dinheiro, quanto mais tempo passar, mais dinheiro guardado você terá.

Você está construindo sua liberdade financeira?

Olhe para a sua situação atual e responda: Você está indo bem? Consegue construir patrimônio? Você tem data para construir a sua liberdade financeira? Você tem controle sobre tudo isso? A resposta tem que ser sim.

Se a resposta é não, como a maior parte das pessoas, infelizmente as coisas só vão piorar. A inflação vai prejudicar cada vez mais sua vida, e a única pessoa que pode tomar decisões diferentes e mudar sua vida é você que deve dizer basta disso.

Às vezes você é casado, tem filhos, e você precisa pensar no futuro deles. E se você não aprender as regras do jogo você está frito. Quando você entende as regras do jogo no Brasil você ganha o jogo.

Como a educação financeira pode proteger sua família

Não importa o governo que está no poder, ele não vai mudar a sua situação financeira. O governo pode piorar a sua situação financeira se você não sabe as regras, mas se você sabe o que está acontecendo e o que precisa ser feito, você vai prosperar independente do que acontecer com a economia do país.

Se você quer mudar a vida da sua família, você precisa aprender, precisa saber como funciona as coisas, você precisa saber como proteger sua família porque a única coisa que você pode dar a eles é sua educação.

Quando você administra bem sua casa, quando sobra dinheiro todo mês, quando você investe esse dinheiro, quando você sai das dívidas, essa é a única proteção que você pode ter.

Rezar que as coisas vão melhorar no Brasil não vai adiantar nada, a única forma de transformar as coisas na sua família é quando você aprender as regras do jogo e mudar.

Quebrando a corrente da pobreza através da educação financeira

Toda família tem uma pessoa que tem a coragem de quebrar a corrente da pobreza. Uma pessoa que vai dizer basta e vai mudar a situação da família e, a partir dela, vai nascer uma nova geração de pessoas.

Eles vão aprender com você, ver seus resultados, se inspirar em você e ver que é possível prosperar mesmo a pessoa vindo de uma situação diferente, essa é a coisa mais incrível.

Comentários

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